É um grande desafio decidir sobre o que abordar no primeiro texto de um blog de escrita. Quem escreve quer falar, quer expressar aquilo que está dentro de si e que precisa ganhar o mundo. Mas quando é necessário eleger um tema para começar, fica difícil escolher o que se quer mostrar primeiro.
A minha maneira de vencer esta etapa é tentando responder à pergunta fundamental: por que eu quero escrever? Imediatamente me vem à mente aquela canção da banda Cidade Negra (olha eu entregando a minha adolescência do final dos anos 90... rs), que diz:
"Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui..."
A escrita está presente em minha vida de tantas formas há tantos anos, que os motivos para escrever já variaram bastante. Já escrevi por obrigação, escrevi pra passar em concurso e para atender demandas técnicas da minha profissão. Já escrevi cartas, e-mails, trabalhos de conclusão de curso, dissertação de mestrado. Mas foi em meio ao caos que 2020 representou na minha vida (e na vida de muitos de nós), que surgiu uma nova relação entre mim e a minha escrita.
Buscando forças para lidar com tantas dificuldades vividas, olhei profundamente para mim mesma e para a minha essência. À procura de recursos que me ajudassem a lidar com o sofrimento, encontrei refúgio naquele ato tão simples, acessível e espontâneo. Foi com papel e caneta nas mãos, e o coração cheio de afeto, que consegui externar meus sentimentos e aliviar a dor.
Não fiz esse caminho sozinha. Encontrei outras mulheres maravilhosas que também buscavam se reconectar com a escrita. Sob a orientação da talentosa Larissa Campos (@camposlarissa), despertei. Revirei na minha bagagem as tantas histórias que tenho guardadas, misturei com os diversos sentimentos que elas em mim despertam e venho experimentando colocar no papel o resultado desse caldo.
Hoje afirmo: eu escrevo porque preciso. Porque é uma necessidade visceral comunicar aquilo que já não cabe dentro de mim e que transborda para o papel. Faço isso modestamente, acreditando que talvez haja pessoas nesse mundo que se identifiquem com o que eu escrevo. Quem sabe?!
Se você é uma delas, me deixe saber. Comenta esse post e, se você também escreve, me diz aí por quê!

Eu escrevo e muito, tanto quanto falo. rs. Quando não há mais vazão para o falar, as palavras me vem para as mãos e eu não paro de escrever. Achava há algum tempo que havia perdido esse meu gosto pela escrita, diante de tantos textos, artigos e trabalhos que tolhiam minha forma de pensar, sentir e escrever. A conexão que a escrita traz tem me ajudado a superar a ausência dos amigos em tempos de pandemia. Outros usos também faço dela e depois que aprendi a apenas deixar fluir, relembrei da Ana Lúcia menina que estava sempre a postos com algum papel e caneta escrevendo, imaginando, sentindo a vida de formas inimagináveis... Esse blog vai me ajudar a renascer pra…